Clínicas Monte Cara promovem primeira tertúlia sobre prevenção do cancro da mama
“A saúde também se constrói através da conversa.”
Foi esta a ideia que atravessou o encontro “Falar & Tocar”, realizado a 21 de outubro na instalação da Clínicas Monte Cara, no Mindelo, e que juntou profissionais de saúde e comunidade em torno da prevenção e do diagnóstico precoce.
A Clínicas Monte Cara realizou, a 21 de outubro, a primeira edição da tertúlia “Falar & Tocar”, iniciativa integrada nas atividades do Outubro Rosa e dedicada à sensibilização para a prevenção do cancro da mama. O encontro decorreu na sede das CMC, na Avenida Capitão Ambrósio, e reuniu cerca de 20 participantes, num formato de proximidade pensado para favorecer a conversa aberta.

Participaram as Dr.ªs Odete Silva, Adelaide Delgado e Emely Santos, da Liga Contra o Cancro, a Dr.ª Eneida Gomes, psicóloga da Clínicas Monte Cara, e a enfermeira Otília Duarte, que trouxe o seu testemunho pessoal.
A abertura esteve a cargo da Diretora Clínica das CMC, Dr.ª Ana Brito, que agradeceu a presença das convidadas e sublinhou o propósito da iniciativa: criar espaços de diálogo entre profissionais de saúde e população.
Esta é a primeira de várias tertúlias previstas, no quadro do compromisso da Clínicas Monte Cara com a prevenção, a educação para a saúde e a proximidade com a comunidade. Está prevista para novembro uma nova edição, no âmbito do Novembro Azul, dedicada à saúde masculina, cuja data será anunciada em breve.
Prevenção, informação e apoio emocional
As intervenientes abordaram o diagnóstico precoce, o conhecimento do próprio corpo e a adoção de hábitos de vida saudáveis, com atenção particular ao papel da alimentação. Foi explicado como realizar o autoexame da mama, enquanto forma de reconhecer possíveis alterações, e reforçada a necessidade de acompanhamento médico e dos exames recomendados.

A dimensão psicológica da doença oncológica mereceu destaque na intervenção da psicóloga da Clínicas Monte Cara, Dr.ª Eneida Gomes. Falou-se da comunicação com os doentes, das atitudes e expressões a evitar, do respeito pelos diferentes tempos de adaptação ao diagnóstico e do direito de cada pessoa à privacidade — um acompanhamento que as CMC disponibilizam aos seus utentes. O testemunho da enfermeira Otília Duarte deu a estes temas uma dimensão concreta e humana.

“Os homens também devem fazer o controlo?”
A sessão ficou marcada pela participação do público, com perguntas, intervenções e relatos de experiências que deram ao debate um rumo próprio.
Entre os participantes estiveram também homens, e uma das questões que colocaram tornou-se um dos momentos mais úteis da tarde: devem os homens fazer igualmente o controlo da mama, e da mesma forma que as mulheres?
A resposta das oradoras foi afirmativa. O autoexame é recomendado também aos homens — e, nos homens, assume uma importância acrescida precisamente porque não existe rastreio populacional dirigido a eles. A menor quantidade de tecido mamário no homem torna qualquer alteração mais fácil de detetar pelo toque, sendo o sinal mais comum um nódulo firme na região do mamilo ou na axila. Essa aparente vantagem não se traduz, porém, em diagnósticos mais precoces: por desconhecimento ou desvalorização do sinal, os homens chegam habitualmente à consulta em fases mais avançadas da doença.
Ficou assim claro que o cancro da mama no homem, embora raro, existe — e que a prevenção não se dirige apenas às mulheres.

No encerramento, a Dr.ª Ana Brito sintetizou os temas tratados e agradeceu às convidadas e aos participantes. Com “Falar & Tocar”, a Clínicas Monte Cara inicia um ciclo de tertúlias que pretende aproximar os profissionais de saúde da comunidade.
A data do próximo encontro será divulgada nos canais da Clínicas Monte Cara.
Porque a saúde também se constrói através da conversa.
Sobre a Clínicas Monte Cara
Centro de medicina diagnóstica sediado no Mindelo, São Vicente, a Clínicas Monte Cara complementa a atividade assistencial e de diagnóstico com uma intervenção na promoção da literacia em saúde.
